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Pilantras com o Ventor

O gato Ticas, nos trilhos do Ventor

Pilantras com o Ventor

O gato Ticas, nos trilhos do Ventor

A morte do rei Artur



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Pilantras - o Ticas

Eu sou o Pilantras - conhecido por Ticas, aquele gato amigo do Ventor a quem devo a vida e por isso lhe chamo dono.


Bem-vindos aos Blogs deste vosso novo amigo na Blogosfera.

Caminharei por aqui com o Ventor nas suas caminhadas, por este belo Planeta Azul

Não esquecerei, também, de acompanhar o Ventor nas suas caminhadas africanas, onde nos fala daqueles animais fabulosos que, na sua linguagem, nos dizem todos os dias que aquele continente também é deles.


Acompanharei, ainda, o Ventor nas suas caminhadas pela escuridão dos milénios, bem como não esquecerei as arrelias que o Quico teve com as desventuras dos seus amigos. E, claro, tenho um belo  Fotoblog, onde vos mostrei muitas das fotos do Ventor.



11.11.14

Castanhas para Todos


Pilantras

Estamos no Outono e o Outono é tempo de castanhas e, para chatice do Ventor, este ano, não temos o belo verão de S. Martinho. Mas temos castanhas!

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Castanhas assadas

O Ventor tinha por aqui um amigo que, sem eu o conhecer, já o fez meu amigo também. Era o nosso amigo Quico. O nosso amigo Quico, diz-me o Ventor, ficava todo contente com as castanhas. Quando a nossa dona começava a retalhar as castanhas para as assar ou cozer e não rebentarem, dava-lhe uma para ele brincar. O Quico corria pela cozinha fora, pelo corredor e pelo Hall sempre às lambadas às castanhas e, parecia dizer: "se o Ventor gosta tanto destas coisas, é porque são boas"!

Também gostava de brincar com as folhas secas dos castanheiros.

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Desenho colorido da folha do castanheiro tirado da Wikipédia

Do castanheiro retiramos belas madeiras para a construção, para o mobiliário e a lenha que tanta falta fazia nos tempos de outras energias e os seus frutos, os ouriços espinhosos em cujo interior guardam as sementes, as belas castanhas (castanha sativa).

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Ouriço da castanha

Juntamente com o trigo, o centeio e a cevada, a castanha fazia parte essencial da alimentação portuguesa até ao séc.. XVII. A chegada de outros alimentos, vindos das américas, tal como o milho, a batata, o feijão e outros, tirou valor à castanha como fonte de alimentação. Hoje, a castanha para muita gente como o Ventor é apenas uma gulosice que caminha lado a lado com o Outono e com o S. Martinho.

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As mãos que temem os espinhos dos ouriços

O ouriço é, também, o esquema defensivo da castanha. Ele protege a semente para não ser fácil aos animais a apanharem para comer. Será assim, muito mais fácil que a castanha se enterre no solo e se reproduza para que os castanheiros não acabem.

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A beleza da castanha

 Mas as castanhas que sempre, durante os meses do Outono, iam compondo as mesas dos lavradores, sobretudo no Norte de Portugal, como um dos seus belos alimentos, têm tendência a acabar. Hoje já não se vêm, como dantes, os velhos soutos de castanheiros. Dizem os sabidos que foi a introdução do pinheiro bravo e outras espécies de árvores que fez declinar o castanheiro.

Mas as castanhas são também as intérpretes da festa. A Festa de S. Martinho! O Ventor já me disse que vou ter de aprender a comer, pelo menos, um pedaço de castanha no dia de S. Martinho e que vou ter de continuar a fazer como ele e o Quico faziam. Oferecer castanhas a todos que gostam delas. Pelo menos, fazer com que eles pensem que afinal as castanhas continuam e devem ser para todos.

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Vamos comer as castanhas com o nosso S. Martinho de Soajo

Um bom magusto para todos e, se não houver água-pé, sirvam uma malguinha de vinho à moda de Adrão e, façam rodadas como se fazia na Tasca do meu amigo Carrasco, nos nossos tempos difíceis mas, também, belos tempos.

No entanto, para continuar a saga de ser um bom cidadão, uma malguinha e já está bom.